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CARLOS MOEDAS ESCOLHIDO PARA COMISSÁRIO EUROPEU

O Governo escolheu Carlos Moedas para ser o próximo comissário português em Bruxelas.

A informação foi avançada pela agência Lusa, que cita fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho.

Carlos Moedas, 43 anos, ocupava até agora o cargo de secretário Adjunto do primeiro-ministro, uma função criada quase com um único objectivo: acompanhar os trabalhos da troika. Uma missão que ficou esvaziada desde a conclusão do programa de ajustamento.

Maria Luís Albuquerque era apontada como favorita para o cargo, mas, segundo apurou o Económico, Jean-Claude Juncker não conseguiu garantir a Passos Coelho que a ministra das Finanças teria uma pasta relevante na nova Comissão Europeia.

Maria Luís queria um pelouro fortemente relacionado com a economia e a alternativa discutida entre o primeiro-ministro e o presidente da Comissão durante a semana foi dividir a pasta dos Assuntos Económicos e Financeiros - ocupada agora pelo finlandês Jyrki Katainen - em duas. A ministra das Finanças ficaria com a pasta dos Assuntos Financeiros, deixando a dos Assuntos Económicos para um socialista. E garantiria assim a vice-presidência da Comissão.

No entanto, fontes comunitária avançaram ao Económico que as conversas entre Juncker e os restantes estados-membro não estão a ser fáceis e que o presidente da Comissão terá admitido ao primeiro-ministro que não estava em condições de garantir o cargo a Maria Luís.

Durante o dia de ontem, Passos falou várias vezes com o presidente da Comissão, que voltou a sugerir a pasta dos Fundos Estruturais. No entanto, o primeiro-ministro terá dito que isso era insuficiente. Para isso contribuiu também a vontade da ministra, que terá recusado rumar a Bruxelas para ficar com uma pasta menor

Sem acordo durante a noite de ontem, Passos acabou por indicar a Juncker Carlos Moedas que, de resto, tinha sido o primeiro nome dado pelo primeiro-ministro ao presidente da Comissão. Na altura, Juncker disse a Passos que precisava de uma mulher, porque nenhum estado-membro estava a nomear mulheres e era preciso cumprir a quota de género com que se comprometeu - sendo que Portugal é, juntamente com a Bulgária, o único país que nunca nomeou uma mulher para Bruxelas -, avançando o nome de Maria Luís.

A condição do primeiro-ministro para abdicar da ministra foi ficar com um cargo mais forte do que estava previsto, relacionado com a economia e que desse lugar à vice-presidência. Numa primeira fase, Juncker acedeu, mas depois de uma semana de conversas bilaterais, percebeu que não estava em condições de dar garantias a Portugal, pelo que Passos acabou por manter a indicação original: Carlos Moedas.

Moedas foi um dos elementos que, na equipa do PSD liderada por Eduardo Catroga, negociou o Orçamento do Estado para 2011.É um dos elementos do Governo que é muito bem visto em Bruxelas, porque foi o responsável por fazer a ponte com a 'troika' durante todo o programa de ajustamento, dirigindo a ESAME, uma estrutura de acompanhamento do memorando que mereceu rasgados elogios das autoridades internacionais. Antes de chegar à política, passou pela Goldman Sachs e pela Aguirre Newman.

Fonte: Económico 

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