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Tomada de Posição - Coimbra e a Região são o elo mais fraco

Coimbra e a Região são o elo mais fraco 

Supressão do Comboio Alfa da Linha do Norte que chega ao Porto antes das 09h00.

 

A sugestão de que a CP iria suprimir o comboio Alfa que permite a quem parte de Coimbra chegar ao Porto antes das 09h00 vem confirmar que somos o elo mais fraco quando toca a questões de interesse comum.

Quando se trata de investimento regional, seja no apoio à atividade económica, seja no planeamento de infraestruturas Coimbra e a Região Centro tem sido sistematicamente observada como um parceiro com quem o Poder pode dialogar por forma a ultrapassar um qualquer problema orçamental.

Foi assim após 1985 quando, ao privilegiar-se definitivamente a solução rodoviária, se ignorou a ligação das vias prioritárias com a cidade nos sucessivos Planos e revisões. A renovação do IP3 é um bom exemplo, recordando-se a recente negociação correntemente em discussão pública que irá permitir a poupança de centenas de milhões de euros ao OGE bem como a questão vital de construção do IC6 e da renovação ferroviária da linha da Beira Alta.

Continuará a ser assim se sugestões como essa persistirem quando se perspetivam novas funções para a Ferrovia, com vital interesse para o desenvolvimento da Região. A Ferrovia anuncia-se como um instrumento central de uma política de desenvolvimento que contraria a bipolarização Lisboa-Porto e desertificação do Centro, sua fronteira, criando logísticas de alta eficiência ao longo das suas linhas e ramais.

Quando o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, nos anuncia o lançamento da modernização de Coimbra-B num investimento superior a dez milhões de euros, interrompendo o abandono a que sujeitaram a vetusta Estação Ferroviária com mais de 150 anos, ampliada apenas uma vez 70 anos depois, uma tal sugestão poderá ser muito bem um teste à nossa capacidade de permanecermos calados e um bom parceiro que concorda com “toda a mudança desde que tudo fique como está”.

Quando anunciam a retirada da única ligação de comboio que permite ao turista planear um dia pleno em Coimbra, ou a quem parte de Coimbra agendar de manhã no Porto ou mesmo em Braga tempo útil de trabalho, haverá que alertar a contradição de tal medida com a política económica.

Chamar a atenção do Estado para a sua responsabilidade pela boa gestão das obrigações de serviço público que decorrem do contrato de exploração e da própria administração da CP para que verifique mais atentamente confundindo dinheiro miúdo com a sustentabilidade do seu melhor ativo que é a Linha do Norte.

Mais um ataque à região centro e a cidades de média dimensão como COIMBRA, AVEIRO, POMBAL, SANTARÉM entre outras que além disso não tem outras soluções aeroportuárias como tem Lisboa e Porto.

Que não haja qualquer dúvida, a calma Cidade de Coimbra e a Região Centro irão continuar a ser prejudicados se não se cultivar uma Voz Coletiva. Afirmamos aqui o empenho em cumprir a nossa parte, prontos a integrar a reivindicação em nome do interesse comum.

Não é esta descentralização   que esta a ser feita em contínuo no Terreiro do Paço que os empresários querem para a sua região que é “Tirarem da Região em vez de darem à Região”.

 

Pela Direção da NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra

Horácio Pina Prata

Presidente da Direção

 

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